O Teste da Orelhinha (Emissões Otoacústicas)

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Uma sinfonia de roncos seguidos de verdadeiros cortes na respiração. Essa é a apnéia do sono, doença que rege sérios desarranjos no organismo e que, como acabam de confirmar os médicos, causa a hipertensão, além de favorecer o diabete.A cama aguarda mais uma noite de orquestra e, num piscar de olhos, começam os roncos nos mais diversos tons. A platéia, seleta, muitas vezes é composta de uma única pessoa: o companheiro de cama. A respiração ruidosa, porém, não representa o auge do espetáculo. Ela precede um bloqueio na passagem do ar inspirado pelo maestro dessa desafinada orquestra. Na ânsia de recuperar o fôlego, ele tem uma espécie de engasgo, volta a respirar e, em seguida, engata uma nova série de sons barulhentos. Brincadeiras à parte, essa ópera que persiste madrugada adentro é coisa séria e atende pelo nome de apnéia do sono.
Fonte: Matéria publicada no site da Revista Saúde! É Vital - São Paulo/SP. Denis Martinez, um dos autores.
É muito comum,
principalmente nos meses quentes, ocorrer acúmulo de cera nos ouvidos, as vezes
a ponto de causar sintomas como surdez, dor, sensação de entupimento. Nestes
casos, as pessoas devem procurar um especialista em ouvido e não utilizar
instrumentos para tentar corrigir a situação. Cerca de 12 milhões de Americanos
vão ao especialista anualmente com queixas relacionadas ao acúmulo de cerume.
Não existe como prevenir o problema, mas é possível indicar alguns grupos mais
susceptíveis como aqueles que fazem uso de aparelhos de audição e aqueles que
já apresentaram o fenomeno anteriormete. Para estes grupos, está indicada uma
visita ao Otorrinolaringologista a cada seis meses pelo menos.
A cera, que na verdade é composta de uma mistura de secreções da orelha externa, células mortas e pelos, é um fenomeno normal e necessário para orelhas sadias. Protege a orelha, agindo como uma agente autolimpante, com propriedades antibacterianas. Normalmente o próprio organismo se encarrega de eliminá-la.
Ao utilizar instrumentos, como hastes flexíveis (cotonetes, palinetes, etc.) na tentativa de remover a cera dos ouvidos, muitas vezes o paciente termina por empurrar mais a cera e causar sintomas como entupimento, surdez, barulhos. Há também um grande risco de se machucar a pele do ouvido, causando sangramento ou até mesmo causar uma perfuração na membrana do tímpano. Outros métodos bastante divulgados como a queima de uma vela sobre o ouvido também não demonstrou nenhuma eficácia, além de ser perigoso.
Por mais extraordinária que a noite tenha sido, não há como negar que o momento pós-balada - quando você literalmente deixa o estabelecimento - é um dos mais agradáveis, se não para você, pelo menos para os seus ouvidos e garganta. Apesar de cada pessoa curtir de uma forma e ter experiências únicas para contar, há pelo menos duas coisas no final da balada que terminam iguais para todos: aquele zumbido no ouvido e a voz rouca.
Com a proximidade do Carnaval este fenomeno ocorre de maneira ainda mais frequente e recorrente, pois são 4 dias de folia. Com som muito alto é natural que as pessoas falem ainda mais alto. E ainda existe a combinação álcool, cigarro e calor, que desidratam a garganta, por isso é comum as pessoas ficarem também roucas após a folia.
A queixa de zumbidos após uma exposição prolongada a sons intensos é sinal de uma fadiga auditiva, que ocorreu alguma lesão às celulas auditivas. Após uma noite de sono, com repouso auditivo é de se esperar que o sintoma desapareça. Entretanto, se o mesmo persistir, a pessoa deve procurar imediatamente um Otorrinoalringologista.
O problema também acomete o usuários de fone de ouvido, muito frequente nos dias de hoje, devido à popularização dos aparelhos de MP3. Nestes casos o problema ainda é agravado pois o som é liberado diretamente sobre a Membrana Timpânica.
Para cuidarmos melhor de nossa voz, nestes dias de festa, algumas recomendações: Não beber; não fumar; não falar em ambiente ruidoso e, principalmente, ingerir bastante água o tempo todo. Se os sintomas de rouquidão permanecerem após 1 semana, é aconselhável visitar um Otorrino.
Tempo máximo (em horas) de exposição por dia / intensidade sonora em decibéis
8 horas de música - 85 decibéis
4 horas de música - 95 decibéis
2 horas de música - 100 decibéis
30 minutos - 110 decibéis
15 minutos - 115 decibéis
Veja alguns exemplos de intensidade sonora
Shows de rock, com distância de 1 a 2 metros da caixa de som - 105 a 120 decibéis
Cortador de grama - 107 decibéis
Avenida movimentada - 85 decibéis
Música com fone de ouvido no volume cinco - 95 decibéis
Fonte.: Dr. Liora Gonik. Otorrinolaringologista
Gonik Dias Otorrinolaringologia Clínica da Face solução Stuff